quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Xmas


...ainda será Natal quando chegar, já noite, para colocar um laço no melhor presente... o teu beijo.
Groselha

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Entrego-me...


Adoça-me o ar que me rasga o caminho na vertigem de te beber!

Groselha


entrego-te em paixão a doçura que desejas


levas-me o ar doce num rasgo de paixão

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Ausente

Engulo as notas da música vezes sem conta gastando os segundos da insustentável noite ausente.

Pudesse beijar-te agora, ainda que fugazmente, e aceitaria que a vida me sumisse.

domingo, 14 de dezembro de 2008

i love you

Did you know that I love you?
Come and lay with me.
I love you.
And all this day, I will love you.
You make me feel alive,
and I'll love you
Until the end of time.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008



E a minha boca tem uns beijos mudos...
E as minhas mãos, uns pálidos veludos,
Traçam gestos de sonho pelo ar...

Florbela Espanca

Margarida

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

amor é uma companhia




Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.

Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.

Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.

Alberto Caeiro
margarida

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008



ah! arrancar às carnes laceradas
Seu mísero segredo de consciência!
Ah! poder ser apenas florescência
De astros em puras noites deslumbradas!

Ser nostálgico choupo ao entardecer,
De ramos graves, plácidos, absortos
Na mágica tarefa de viver!
...

Quem nos deu asas para andar de rastos?
Quem nos deu olhos para ver os astros
- Sem nos dar braços para os alcançar?!...
Florbela Espanca

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Tardes de Sentidos


vamos no encalço dos sentidos e no enlevo da entrega... aconchegados na luxúria do momento

Tardes de veludo


Quando a chuva acaricia as vidraças e as tardes e noites nos envolvem no aveludado sabor da pele.

Groselha

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Não me acordes

Não me acordes
Não me despertes deste sono
Onde só cabes tu
Nas ruas do meu olhar
Não me acordes
Não me despertes deste sono
Onde respiro cada pétala que floresce
No teu semblante
Quando sorris para mim
Não me acordes
Não me despertes deste sono
Verde Outono como teus olhos
Quando me sorvem a alma
Não me acordes
Não me despertes deste sono
Onde te entregas
No fragor da noite que nos acolhe
No remanso da volúpia
Não me acordes
Não me despertes deste sono
Semeado nos cantos do teu sorriso
Onde me recosto quando desperto
Não me acordes
Não me despertes deste sono
Não me acordes
Que eu não quero acordar

'Groselha'

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

domingo, 23 de novembro de 2008


Groselha

sábado, 22 de novembro de 2008

amanhã

o ocaso foi cedo hoje
talvez
os raios ainda pintassem o azul do céu
talvez
mas na tua ausência não brilhou o sol em mim
apenas a lua me acolheu
fria
resguardou-me da sombra férea
fria
sob o manto lúgubre que me cobriu na tua ausência
sem ti
a noite vaza-me a vida
sem ti
a infinda noite é dolente
amanhã
não esqueças
verte o sol em mim
amanhã

Groselha

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

I would die if you left me

When I’m feeling blue
It is you who’s reaching out for me again
Whenever I need your wings to fly away

You feel what I feel, hear what I hear
Even through the darkest night
You’ll sleep when I sleep
There’s a reason to believe in faith cause
Heaven sent me you

I would die if you left me
Drowning in sorrow
Baby don’t kill me tonight
Would you hold on to me, girl?
And love me tomorrow
Love me tomorrow again

Groselha

Love Remains the same

terça-feira, 18 de novembro de 2008



sabes que num supiro de prazer te bafejo a minha alma?... que no toque da pele arrepiada anseio-te em mais?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Partilhámos... desfrutámos!


Douro,16.11.2008

Groselha

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Conquista



Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto,não se alcança o coração de alguém com pressa. Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.

Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.

Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.

É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.

Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.

Luis Fernando Verissimo

sorriso




Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.

Eugénio de Andrade


Húmido de beijos e de lágrimas,
ardor da terra com sabor a mar,
o teu corpo perdia-se no meu.

Eugénio de Andrade

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

The fundamental things

A kiss is just a kiss, a sigh is just a sigh.
The fundamental things apply
As time goes by.

Moonlight and love songs
Never out of date.

The world will always welcome lovers
As time goes by.



Groselha

Crazy for you

Touch me once and youll know its true
I never wanted anyone like this
Its all brand new, you'll feel it in my kiss



Groselha

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Noite longa

É tarde. Tão tarde.
Lembrei-me de te procurar a alma no ciberespaço.
Já vi o teu sorriso. A tua face. O teu corpo. Senti as tuas alegrias. Senti a tua raiva. Senti a expectativa da vida que germinaste.
Sorvi a tua alma aos pedacinhos.
Estou aqui refém do meu sofá triste e só.
De olhos postos no monitor em que te vejo através da tua alma no ciberespaço.
Escorrem-me lágrimas pela face. Devem ser beijos que me dás na viagem onírica a que te entregas a esta hora. ou talvez chore a tua ausência.
É tarde. Tão tarde.
Mal contenho o ímpeto.
Apetece-me sair. Ir aí ter contigo onde estás. Roubar-te o remanso. Entregar-te os meus lábios. Fundir-te no meu corpo. E devolver-te ao sono no meu colo. E ficar acordado só para te olhar.
É tarde. Tão tarde.
Já não suporto a ideia da tua ausência.

Groselha

Minha cama

A minha cama é dolorosa e fria
Parecia quente a minha cama
outrora
Mas é gelada a minha cama
sem ti
É água gelada onde me afogo
sem ti
E não cálida onde me banho
Quando és tu aqui
na minha cama

Groselha

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

TEU

Era fim de tarde.

E, sabes?.. nestes fins-de-tarde de Outono as folhas dos cadernos parecem tristes e sós. E caem dos cadernos como lágrimas tristes por não terem que chorar.
Sabes?... estes fins de tarde de Outono vertem sobre mim uma melancolia que se apodera do vazio que me preenche.

Mas, sabes?... este fim-de-tarde de Outono não trouxe melancolia. Não teve vacuidade.
E até o macilento sol destes fins-de-tarde de Outono se mostrou possante.

Sabes?... o que se desprendia do meu corpo era o teu corpo ausente do meu.

Este fim-de-tarde de Outono desvendava o enigma. Segredava-me o que diziam as folhas em branco do meu caderno que pareciam tristes e sós. E que choravam lágrimas delicadas.

Alcançado estava o desígnio do meu ser, o pináculo da minha vida: conhecer-te, ser TEU.

Groselha

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

shhh



shhh...o dia crescia frio. desagasalhado dos cálidos raios de sol que teimavam em hibernar no deleite de nuvens fofas e chorosas.

enterro as mãos no quente casaco e aconchego a gola, procuro no cheiro a recordação do colo, da noite de desjos ardentes e ombros confidentes. deixas-me a alma no teu cheiro e arrebatas-me o cheiro com alma.

shhhh... tenho um segredo, murmuro sozinha em conversas silenciosas com os botões perfilados.... a musica vai ecoando na fria manha e grita uma melodia conhecida enquanto as ideias dançam... shhh é segredo...


Procuraste-me.
Contigo partilhei o leito
e cobriste a minha nudez.
Aguardei-te,
e queimamo-nos no silêncio da noite
sequiosos do sabor do outro
Aguardei-te serena,
chegaste intranquilo
tomaste-me nos braços
e foste pasto das minhas chamas.
margarida

horas




what day is it
and in what month
this clock never seemed so alive
I can't keep up
and I can't back down
I've been losing so much time
margarida

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

you and me

There's something about you now
I can't quite figure out
Everything she does is beautiful
Everything she does is right


Groselha

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Toma-me

Logo, deixa-me procurar-te
Partilha o teu leito comigo
Quero cobrir a tua nudez
Aguarda-me logo
Quando a noite nos queimar
por dentro
Aguarda-me serena
Que chegarei intranquilo
Para te tomar nos braços
E ser pasto das tuas chamas
Groselha


sabes que quando te deixo imerso na escuridão da noite, o Novembro se torna mais frio?
sabes que só o teu beijo me chama desta delinquência adolescente para onde me empurras?
margarida

só para mim

sonhei-te nas longas noites de frívolos desejos
e desenhei-te nas nuvens vezes sem conta
pintei-te, até, no céu com aguarelas sopradas ao vento
e gastei todo o ar para poder respirar-te nos meus sonhos
sim, desejei-te no sono interminável de noites infinitas
quando não mais podia que imaginar-te
volátil na intangibilidade do meu desejo
anseio de encontrar-te
materializar-te na brisa que se move à minha frente

e agora és tu
mesmo tu
real
chama perene em mim
e quando sorris é o céu que se abre
para mim
só para mim

Groselha

terça-feira, 4 de novembro de 2008



...Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
- O essencial é invisível para os olhos
...

margarida

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Leito da minha seiva

Estava um sol que no teu rosto ganhava ternura.
Naquele momento queria ser o sol. Os raios do sol que te banhavam. Aquele sol coado de Outono que desenhava suave o teu rosto e quente o teu sorriso quando te via em mim.
Fim de tarde de Outono em que o teu abraço fintou a maresia e os teus lábios sabiam a todos os desejos que nos sopravam naquele fim de tarde de Outono.

Caminhámos na companhia do mar até ao sol posto.
E sentia-me a "atravessar o teu futuro".

Levaste-me! Levei-te! E fomos.
A tarde de Outono partiu fresca num ocaso cálido. E cobriu-nos a noite quente!
Quente do fogo goloso que partilhámos.
Sorvi-te sequioso de ti! Tomaste-me a pele!
Foste leito da minha seiva!

E repousei ameno no teu remanso.
Feliz!

Groselha

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Closer



margarida

Calor do beijo



No sabor do beijo encantado, encontro o deslumbre da emoção.
margarida

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Já te pressentia (NY, Central Park, Set07)


Groselha

Beijei-te

Era doce o chocolate,
mas não tanto...
E cremoso, este chocolate,
mas não tanto...
Um "petit catu" macio e partilhado, que fazia a delícia final deste almoço,
mas não tanto...

Repasto servido no colo do ensejo e do enlevo!

O sol interrompera o curso das nuvens e aquecia, agora, o dia,
mas não tanto...

Não tanto como nós!
Agora.
Aqui.
De mão nervosas e ansiosas. Dedos interlaçados na ânsia do momento.
Que chegou.

Tocaram-se os lábios febris.
Consumiram-se.

E abracei-te com o vigor da eternidade.

Groselha

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Doçuras

"Atravesso o teu futuro"

Chegou-me por ti


Groselha

improbabilidade

Sabes?!...
Fosse eu importante, poderoso, daqueles cujo estalar de dedo faz tremer a mais severa rocha e acreditar-me-ia na mira da conspiração, da armadilha, sei lá!
Não era possível! Como era possível? Sim, toda a improbabiliade cósmica confluia em ti.
Como era possível? Não era possível! Não, a improbabilidade cósmica não confluia em mim!

Era um sonho! Sim. Só podia ser um sonho. Só podias ser um sonho.
Um sonho daqueles que nos arrebata aos lençóis e se entranha na pele... Não, na carne... Não, na alma!
Alma?! Não! Sou tão materialista! Não existe alma!
Ou sim! Eu sinto-a! Como não pode existir? És tu. Tens de ser tu.
És tu a minha alma? Esvoaçaste na improbabilidade cósmica!

Trazias no baú as minhas músicas, os bilhetes dos meus filmes, as palavras dos meus poemas! E tinha um sorriso, quando se abria esse teu baú! Desprendia-se o meu olhar, desse teu baú, quando sorria!
Foi lá que descobri os meu olhos! Estavam nos teus, guardados no teu baú!

Uma quimera! Só podia ser! Rasguei reminiscências! Neguei Platão! Abjurei-me!
Eras a minha alma! Serias a minha pele!

Só a improbabilidade cósmica te traria num manto! Diáfano, porque irradiavas mais luz que mil sóis competindo pela cor do teu olhar.

Não sei que jogo celeste, que conjugação, que improbabiliade cósmica...

Espreitei o teu baú enamorado.
E achei-me!

Groselha

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Casa dos Livros



Aguardavas-me.

Depois de um dia complicado,
de papeis e power point!
Nem sei como acedi....
Sou tão pouco assim...de responder, de aceitar
Decidi no entanto ir buscar o
sorriso que me roubaste, Lembras-te?


Talvez fosse da noite.
Estava a pior da companhias.
Mas lá estavas sereno, seguro e tranquilo,
Mesmo numa daquelas noites sem palavras.


Prendeste-me com os teus gadgets e bytes
com a paixão que desprendias do olhar...terno
A noite ficou quente.
Quiz saber do teu leal companheiro cibernético
que nervoso teimava em me desafiar na mesa de mármore quente.

Falaste de coisas de menino. E falaste... e não me canso de te ouvir...
Em palavras que se desgarram de ti

Chamam-me, perdi-me no tempo, voei sem saber.
Bolas, tenho mesmo de sair.
Desculpa, compenso depois..prometo... num dia mais calmo
Sem horários sem alunos, sem prazos e sem metas.
Eu. Só.

Acompanhaste-me no aconchego da noite.
Queria ter ficado, mas porquê?

Fugi... de mim.E ao fugir de mim

TINHA FUGIDO PARA TI!

margarida

Closer



margarida

A Casa dos Livros

Aguardava-te. 
Acompanhava-me uma luz doirada e alguma angústia!
Sim. Fustigava-me a memória! Atraiçoada memória!
O teu sorriso era mais belo do que a lembrança.
O sorriso que te roubei! Lembras-te?

Mas a inconstância prevalecia. Desenhava-te na luz ténue. Mas receava não ser exacto na silhueta. Na textura do teu olhar. A tua imagem era límpida.
Mas eras mais bela do que todas as gravuras que desenhava na luz que me banhava.

Talvez fosse da noite.
Tremia! Devia ser a noite fria! Talvez a noite estivesse fria. Tremia e devia ser da noite. No Outono, àquela hora, já está frio! Tremia!
Mas não estaria frio quando chegasses.

Estava uma noite nervosa. Intranquila.

Era uma daquelas noites sem palavras.
Em branco! Sim, uma noite de palavras perdidas.
Que diria?
Que dirias tu?
Que responderia eu?
Definitivamente, a noite estava nervosa. Muda e queda!
Havias de chegar e eu sem o que dizer!

Atraiçoava-me o verbo! Substantivos vãos! E adjectivos intangíveis!
Sim! Que diria? Que dirias?

O mármore da mesa estava frio. Era da noite fria! Era do mármore que tremia!

O teu sorriso anunciou-te!
Trazias na face a candura! Ai esse teu jeito de menina!

Falaste! Mas não sei o que disseste! Falaste? Não me lembro!
Prendeste-me! Isso sim. Trazias algemas na fragrância. Respirei-te e fiquei ali!
Feliz!
Tinhas vindo.

A noite estava quente. Aquele calor de Outono que exalas. Somente tu.
A água e os cafés suscitaram devaneios. Deambulei. Quis recuperar sentido no discurso. O pensamento disléxico sucumbia à visão.
Tinhas vindo. Estavas ali. Eras tu.
Tu e eu. Ali.
Deixaste-me falar! Sim, eu que não tinha palavras. Levaste-me no discurso. E não parei.
Quiseste saber algo do meu companheiro cibernético inseparável, que repousava na mesa de mármore quente.
E falei. Disse. Devo ter dito tudo. Interminável este meu discurso. Era uma daquelas noites de palavras sopradas. No Outono é assim. Palavras como folhas que se soltam na tua presença.

Uma sms despertou-te da minha ânsia! Agarrava-te forte, eu! Tu não sabias. Mas eu abraçava-te sôfrego em cada palavra proferida.
A sms chamava-te. Chamavam-te. De certeza!

E eu? Que diabo! Falei. Das minhas coisas?! Falei tanto. Só das minhas coisas. Cibernéticas, gadgets, bits e bytes. Coisas de meninos, pensaste! Mas ouviste! Sorvia-me o teu interesse. Escutaste-me!

Mas a sms trouxe pressa ao teu olhar! Lia a pressa nas tuas mãos.

Pediste desculpa. Que essa noite não eras a melhor companhia. Já o sabias. Já o tinhas dito. Mas foste! Mesmo assim foste.

Que não eras a melhor companhia?!!
Não sabias. Não poderias saber.
Não tinhas sido companhia! Tinhas sido a energia daquele dia. Jornada de ânsia pela hora da tua chegada.

Mas agora tinhas de ir.
Pressenti contrariedade na partida. Talvez. Mas tinhas de ir.
Prometeste compensar-me. Mas, agora, tinhas de partir.
Separados novamente!

Acompanhei-te no aconchego da noite. Vi-te contrariada na decisão da partida!

E senti que não fugias de mim.

TINHAS FUGIDO PARA MIM!

Groselha

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Onde te Escondias?



Sufocava.
Talvez fosse o calor!
Das luzes? Talvez!
Não, afinal não!
Sufocava.
Fora do habitat,
vozes, muitas vozes,
luzes, tantas luzes...
e o desconforto de estar á vista,
á lupa de todos.
Impávido, jogas em casa
Numa segurança contagiante,
fizeste o tempo voar.
Voou para longe, e tudo acabou...
para trás e para a frente entre despedidas
e entre outros todos os outros, eu vou...
Tu ficas. Mas o meu sorriso ficou.

(Onde te escondias?)
margarida
sabes que nas manhãs de Outono me envolvo. No cheiro desgarrado da gola desta camisola macia que me aconchega. No cheiro da manhã turva e enfarruscada de onde roubaste o sol. No café forte que me acorda de manhã. Na musica que o radio teima em reproduzir, uma playlist já conhecida. Na saudade que deixaste.
sabes que nas manhãs de Ourono de devolvo. a ti
margarida

domingo, 26 de outubro de 2008

Onde te escondias?

Sufocava. Talvez fosse o calor!
Das luzes? Talvez! 
Não, afinal não!
Sufocava, Mas não era ar que faltava.
Quem eras? Como podias brilhar mais que toda aquela constelação que faz da noite dia?
Mas brilhavas mais! Albergavas uma auréola! Era propositado. Tinha de ser. Contraste! Claro. Trajavas de negro.
Mas o teu sorriso! Ai o teu sorriso.

Sorvia o teu sorriso! 
Assim de mansinho como a brisa que não chegava para atenuar a sofreguidão com que sorvia o teu sorriso! Sofreguidão mitigada! Escrava do momento, do espanto! Surpreso!

Roubei-te o olhar! Tantas vezes te roubei o olhar.
De fundo havia vozes. Sucediam-se as vozes.
Mas eu pintava-te! Enchi telas e murais no dourado dos teus cabelos.

Acariciava-te as palavras!
Por que não se fazia silêncio?
Queria tocar levemente o que dizias para sentir a tua silhueta.

E o teu sorriso.
Sempre o teu sorriso.
Porquê partilhá-lo?
Levava-me o teu sorriso!

Levou-me no tempo! Voou o tempo! Esvaiu-se no desconforto das luzes, no tropel das palavras dos outros.
Como?
Já ias partir?
Ias levar contigo a voz doce, o olhar de menina, os cabelos de ouro, o jeito delicado?!!!
Já ias partir?
Como?!!
Que faço?!
Não!!! As escadas são logo ali! Porquê? Sempre estiveram ali. Mas não naquele dia. Naquele dia deviam tê-las tirado, levado para longe! Por que estavam ali? Logo ali. Iam levar-te para longe. Para sempre! 
Olho como te moves.

Tu vais. Eu fico.
Mas não sabes...

O teu sorriso ficou
Roubei-te o sorriso!

(Onde te escondias?)

Groselha

sábado, 25 de outubro de 2008

Pouring souls

two lovers in love
love to write
two hearts entwined
need to tell
a tail to last

two bodies apart
shall one unite
are still to come
and bind in light

"Groselha"