quarta-feira, 29 de outubro de 2008

improbabilidade

Sabes?!...
Fosse eu importante, poderoso, daqueles cujo estalar de dedo faz tremer a mais severa rocha e acreditar-me-ia na mira da conspiração, da armadilha, sei lá!
Não era possível! Como era possível? Sim, toda a improbabiliade cósmica confluia em ti.
Como era possível? Não era possível! Não, a improbabilidade cósmica não confluia em mim!

Era um sonho! Sim. Só podia ser um sonho. Só podias ser um sonho.
Um sonho daqueles que nos arrebata aos lençóis e se entranha na pele... Não, na carne... Não, na alma!
Alma?! Não! Sou tão materialista! Não existe alma!
Ou sim! Eu sinto-a! Como não pode existir? És tu. Tens de ser tu.
És tu a minha alma? Esvoaçaste na improbabilidade cósmica!

Trazias no baú as minhas músicas, os bilhetes dos meus filmes, as palavras dos meus poemas! E tinha um sorriso, quando se abria esse teu baú! Desprendia-se o meu olhar, desse teu baú, quando sorria!
Foi lá que descobri os meu olhos! Estavam nos teus, guardados no teu baú!

Uma quimera! Só podia ser! Rasguei reminiscências! Neguei Platão! Abjurei-me!
Eras a minha alma! Serias a minha pele!

Só a improbabilidade cósmica te traria num manto! Diáfano, porque irradiavas mais luz que mil sóis competindo pela cor do teu olhar.

Não sei que jogo celeste, que conjugação, que improbabiliade cósmica...

Espreitei o teu baú enamorado.
E achei-me!

Groselha

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