quarta-feira, 5 de novembro de 2008

só para mim

sonhei-te nas longas noites de frívolos desejos
e desenhei-te nas nuvens vezes sem conta
pintei-te, até, no céu com aguarelas sopradas ao vento
e gastei todo o ar para poder respirar-te nos meus sonhos
sim, desejei-te no sono interminável de noites infinitas
quando não mais podia que imaginar-te
volátil na intangibilidade do meu desejo
anseio de encontrar-te
materializar-te na brisa que se move à minha frente

e agora és tu
mesmo tu
real
chama perene em mim
e quando sorris é o céu que se abre
para mim
só para mim

Groselha

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