Era fim de tarde.
E, sabes?.. nestes fins-de-tarde de Outono as folhas dos cadernos parecem tristes e sós. E caem dos cadernos como lágrimas tristes por não terem que chorar.
Sabes?... estes fins de tarde de Outono vertem sobre mim uma melancolia que se apodera do vazio que me preenche.
Mas, sabes?... este fim-de-tarde de Outono não trouxe melancolia. Não teve vacuidade.
E até o macilento sol destes fins-de-tarde de Outono se mostrou possante.
Sabes?... o que se desprendia do meu corpo era o teu corpo ausente do meu.
Este fim-de-tarde de Outono desvendava o enigma. Segredava-me o que diziam as folhas em branco do meu caderno que pareciam tristes e sós. E que choravam lágrimas delicadas.
Alcançado estava o desígnio do meu ser, o pináculo da minha vida: conhecer-te, ser TEU.
Groselha
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
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