segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Leito da minha seiva

Estava um sol que no teu rosto ganhava ternura.
Naquele momento queria ser o sol. Os raios do sol que te banhavam. Aquele sol coado de Outono que desenhava suave o teu rosto e quente o teu sorriso quando te via em mim.
Fim de tarde de Outono em que o teu abraço fintou a maresia e os teus lábios sabiam a todos os desejos que nos sopravam naquele fim de tarde de Outono.

Caminhámos na companhia do mar até ao sol posto.
E sentia-me a "atravessar o teu futuro".

Levaste-me! Levei-te! E fomos.
A tarde de Outono partiu fresca num ocaso cálido. E cobriu-nos a noite quente!
Quente do fogo goloso que partilhámos.
Sorvi-te sequioso de ti! Tomaste-me a pele!
Foste leito da minha seiva!

E repousei ameno no teu remanso.
Feliz!

Groselha

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