Das luzes? Talvez!
Não, afinal não!
Sufocava, Mas não era ar que faltava.
Quem eras? Como podias brilhar mais que toda aquela constelação que faz da noite dia?
Mas brilhavas mais! Albergavas uma auréola! Era propositado. Tinha de ser. Contraste! Claro. Trajavas de negro.
Mas o teu sorriso! Ai o teu sorriso.
Sorvia o teu sorriso!
Assim de mansinho como a brisa que não chegava para atenuar a sofreguidão com que sorvia o teu sorriso! Sofreguidão mitigada! Escrava do momento, do espanto! Surpreso!
Roubei-te o olhar! Tantas vezes te roubei o olhar.
De fundo havia vozes. Sucediam-se as vozes.
Mas eu pintava-te! Enchi telas e murais no dourado dos teus cabelos.
Acariciava-te as palavras!
Por que não se fazia silêncio?
Queria tocar levemente o que dizias para sentir a tua silhueta.
E o teu sorriso.
Sempre o teu sorriso.
Porquê partilhá-lo?
Levava-me o teu sorriso!
Levou-me no tempo! Voou o tempo! Esvaiu-se no desconforto das luzes, no tropel das palavras dos outros.
Como?
Já ias partir?
Ias levar contigo a voz doce, o olhar de menina, os cabelos de ouro, o jeito delicado?!!!
Já ias partir?
Como?!!
Que faço?!
Não!!! As escadas são logo ali! Porquê? Sempre estiveram ali. Mas não naquele dia. Naquele dia deviam tê-las tirado, levado para longe! Por que estavam ali? Logo ali. Iam levar-te para longe. Para sempre!
Sufocava, Mas não era ar que faltava.
Quem eras? Como podias brilhar mais que toda aquela constelação que faz da noite dia?
Mas brilhavas mais! Albergavas uma auréola! Era propositado. Tinha de ser. Contraste! Claro. Trajavas de negro.
Mas o teu sorriso! Ai o teu sorriso.
Sorvia o teu sorriso!
Assim de mansinho como a brisa que não chegava para atenuar a sofreguidão com que sorvia o teu sorriso! Sofreguidão mitigada! Escrava do momento, do espanto! Surpreso!
Roubei-te o olhar! Tantas vezes te roubei o olhar.
De fundo havia vozes. Sucediam-se as vozes.
Mas eu pintava-te! Enchi telas e murais no dourado dos teus cabelos.
Acariciava-te as palavras!
Por que não se fazia silêncio?
Queria tocar levemente o que dizias para sentir a tua silhueta.
E o teu sorriso.
Sempre o teu sorriso.
Porquê partilhá-lo?
Levava-me o teu sorriso!
Levou-me no tempo! Voou o tempo! Esvaiu-se no desconforto das luzes, no tropel das palavras dos outros.
Como?
Já ias partir?
Ias levar contigo a voz doce, o olhar de menina, os cabelos de ouro, o jeito delicado?!!!
Já ias partir?
Como?!!
Que faço?!
Não!!! As escadas são logo ali! Porquê? Sempre estiveram ali. Mas não naquele dia. Naquele dia deviam tê-las tirado, levado para longe! Por que estavam ali? Logo ali. Iam levar-te para longe. Para sempre!
Olho como te moves.
Tu vais. Eu fico.
Mas não sabes...
O teu sorriso ficou
Roubei-te o sorriso!
(Onde te escondias?)
Groselha
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