sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Não me acordes

Não me acordes
Não me despertes deste sono
Onde só cabes tu
Nas ruas do meu olhar
Não me acordes
Não me despertes deste sono
Onde respiro cada pétala que floresce
No teu semblante
Quando sorris para mim
Não me acordes
Não me despertes deste sono
Verde Outono como teus olhos
Quando me sorvem a alma
Não me acordes
Não me despertes deste sono
Onde te entregas
No fragor da noite que nos acolhe
No remanso da volúpia
Não me acordes
Não me despertes deste sono
Semeado nos cantos do teu sorriso
Onde me recosto quando desperto
Não me acordes
Não me despertes deste sono
Não me acordes
Que eu não quero acordar

'Groselha'

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

domingo, 23 de novembro de 2008


Groselha

sábado, 22 de novembro de 2008

amanhã

o ocaso foi cedo hoje
talvez
os raios ainda pintassem o azul do céu
talvez
mas na tua ausência não brilhou o sol em mim
apenas a lua me acolheu
fria
resguardou-me da sombra férea
fria
sob o manto lúgubre que me cobriu na tua ausência
sem ti
a noite vaza-me a vida
sem ti
a infinda noite é dolente
amanhã
não esqueças
verte o sol em mim
amanhã

Groselha

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

I would die if you left me

When I’m feeling blue
It is you who’s reaching out for me again
Whenever I need your wings to fly away

You feel what I feel, hear what I hear
Even through the darkest night
You’ll sleep when I sleep
There’s a reason to believe in faith cause
Heaven sent me you

I would die if you left me
Drowning in sorrow
Baby don’t kill me tonight
Would you hold on to me, girl?
And love me tomorrow
Love me tomorrow again

Groselha

Love Remains the same

terça-feira, 18 de novembro de 2008



sabes que num supiro de prazer te bafejo a minha alma?... que no toque da pele arrepiada anseio-te em mais?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Partilhámos... desfrutámos!


Douro,16.11.2008

Groselha

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Conquista



Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto,não se alcança o coração de alguém com pressa. Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.

Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.

Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.

É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.

Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.

Luis Fernando Verissimo

sorriso




Creio que foi o sorriso,
sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.

Eugénio de Andrade


Húmido de beijos e de lágrimas,
ardor da terra com sabor a mar,
o teu corpo perdia-se no meu.

Eugénio de Andrade

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

The fundamental things

A kiss is just a kiss, a sigh is just a sigh.
The fundamental things apply
As time goes by.

Moonlight and love songs
Never out of date.

The world will always welcome lovers
As time goes by.



Groselha

Crazy for you

Touch me once and youll know its true
I never wanted anyone like this
Its all brand new, you'll feel it in my kiss



Groselha

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Noite longa

É tarde. Tão tarde.
Lembrei-me de te procurar a alma no ciberespaço.
Já vi o teu sorriso. A tua face. O teu corpo. Senti as tuas alegrias. Senti a tua raiva. Senti a expectativa da vida que germinaste.
Sorvi a tua alma aos pedacinhos.
Estou aqui refém do meu sofá triste e só.
De olhos postos no monitor em que te vejo através da tua alma no ciberespaço.
Escorrem-me lágrimas pela face. Devem ser beijos que me dás na viagem onírica a que te entregas a esta hora. ou talvez chore a tua ausência.
É tarde. Tão tarde.
Mal contenho o ímpeto.
Apetece-me sair. Ir aí ter contigo onde estás. Roubar-te o remanso. Entregar-te os meus lábios. Fundir-te no meu corpo. E devolver-te ao sono no meu colo. E ficar acordado só para te olhar.
É tarde. Tão tarde.
Já não suporto a ideia da tua ausência.

Groselha

Minha cama

A minha cama é dolorosa e fria
Parecia quente a minha cama
outrora
Mas é gelada a minha cama
sem ti
É água gelada onde me afogo
sem ti
E não cálida onde me banho
Quando és tu aqui
na minha cama

Groselha

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

TEU

Era fim de tarde.

E, sabes?.. nestes fins-de-tarde de Outono as folhas dos cadernos parecem tristes e sós. E caem dos cadernos como lágrimas tristes por não terem que chorar.
Sabes?... estes fins de tarde de Outono vertem sobre mim uma melancolia que se apodera do vazio que me preenche.

Mas, sabes?... este fim-de-tarde de Outono não trouxe melancolia. Não teve vacuidade.
E até o macilento sol destes fins-de-tarde de Outono se mostrou possante.

Sabes?... o que se desprendia do meu corpo era o teu corpo ausente do meu.

Este fim-de-tarde de Outono desvendava o enigma. Segredava-me o que diziam as folhas em branco do meu caderno que pareciam tristes e sós. E que choravam lágrimas delicadas.

Alcançado estava o desígnio do meu ser, o pináculo da minha vida: conhecer-te, ser TEU.

Groselha

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

shhh



shhh...o dia crescia frio. desagasalhado dos cálidos raios de sol que teimavam em hibernar no deleite de nuvens fofas e chorosas.

enterro as mãos no quente casaco e aconchego a gola, procuro no cheiro a recordação do colo, da noite de desjos ardentes e ombros confidentes. deixas-me a alma no teu cheiro e arrebatas-me o cheiro com alma.

shhhh... tenho um segredo, murmuro sozinha em conversas silenciosas com os botões perfilados.... a musica vai ecoando na fria manha e grita uma melodia conhecida enquanto as ideias dançam... shhh é segredo...


Procuraste-me.
Contigo partilhei o leito
e cobriste a minha nudez.
Aguardei-te,
e queimamo-nos no silêncio da noite
sequiosos do sabor do outro
Aguardei-te serena,
chegaste intranquilo
tomaste-me nos braços
e foste pasto das minhas chamas.
margarida

horas




what day is it
and in what month
this clock never seemed so alive
I can't keep up
and I can't back down
I've been losing so much time
margarida

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

you and me

There's something about you now
I can't quite figure out
Everything she does is beautiful
Everything she does is right


Groselha

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Toma-me

Logo, deixa-me procurar-te
Partilha o teu leito comigo
Quero cobrir a tua nudez
Aguarda-me logo
Quando a noite nos queimar
por dentro
Aguarda-me serena
Que chegarei intranquilo
Para te tomar nos braços
E ser pasto das tuas chamas
Groselha


sabes que quando te deixo imerso na escuridão da noite, o Novembro se torna mais frio?
sabes que só o teu beijo me chama desta delinquência adolescente para onde me empurras?
margarida

só para mim

sonhei-te nas longas noites de frívolos desejos
e desenhei-te nas nuvens vezes sem conta
pintei-te, até, no céu com aguarelas sopradas ao vento
e gastei todo o ar para poder respirar-te nos meus sonhos
sim, desejei-te no sono interminável de noites infinitas
quando não mais podia que imaginar-te
volátil na intangibilidade do meu desejo
anseio de encontrar-te
materializar-te na brisa que se move à minha frente

e agora és tu
mesmo tu
real
chama perene em mim
e quando sorris é o céu que se abre
para mim
só para mim

Groselha

terça-feira, 4 de novembro de 2008



...Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
- O essencial é invisível para os olhos
...

margarida

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Leito da minha seiva

Estava um sol que no teu rosto ganhava ternura.
Naquele momento queria ser o sol. Os raios do sol que te banhavam. Aquele sol coado de Outono que desenhava suave o teu rosto e quente o teu sorriso quando te via em mim.
Fim de tarde de Outono em que o teu abraço fintou a maresia e os teus lábios sabiam a todos os desejos que nos sopravam naquele fim de tarde de Outono.

Caminhámos na companhia do mar até ao sol posto.
E sentia-me a "atravessar o teu futuro".

Levaste-me! Levei-te! E fomos.
A tarde de Outono partiu fresca num ocaso cálido. E cobriu-nos a noite quente!
Quente do fogo goloso que partilhámos.
Sorvi-te sequioso de ti! Tomaste-me a pele!
Foste leito da minha seiva!

E repousei ameno no teu remanso.
Feliz!

Groselha