terça-feira, 17 de novembro de 2009



ele há dias assim.
em que acordo com uma vergonha, que me constrange.
desculpa,
em que o arroz de pato é engolido por ansiedades,
desculpa,
em que o café queima com a pressa,
desculpa,
em que o sono adormece o desejo
desculpa
em que o bolo não chega á mesa
desculpa
mesmo porque um dia contigo é sempre um dia fantastico,
cheio de sol,
mesmo quando a chuva me ensopa as botas.
obrigada
(margarida)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009


Ter saudade
é fingir qualquer coisa que inquieta,
levantada, desenterrada do crivo da memória.
Por vezes quando o tempo por ela passa
não passa o tempo da saudade,
estátua rígida dum destino anoitecido,
passa um nada meio acontecido.

Carlos Melo Santos, in "Lavra de Amor"